O Golpe de 1964 somente se concretizou após a edição do Ato Institucional no. 5 (AI-5), onde ocorreu a transição entre o regime autoritário num regime militar de extrema direita,
Pregava-se a ideia de que o poder seria devolvido aos civis. Esta, pelo menos, era a posição da ala dos militares chamada de “castelista”, pois era ligada ao primeiro presidente Camilo Castelo Branco. Havia ainda a ala dos militares “linha dura” que defendia a criação de um regime de força que afastasse completamente a “ameaça comunista”.Tanto um quanto outro grupo não possuía inicialmente um projeto de governo para o Brasil, ambos estavam mais preocupados em derrubar os movimentos “perigosos” e o populismo.
O movimento estudantil, liderado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), defendia uma oposição radical ao regime e em alguns casos, principalmente as vanguardas estudantis, pregavam idéias comunistas.
Já as classes médias, formadas por profissionais liberais e pelo movimento feminino, carregavam a bandeira da democracia, em nenhum momento lutavam contra o imperialismo ou o capitalismo internacional, o que desejavam era apenas uma maior participação política. Já os burgueses (industriais, comerciantes e fazendeiros) buscavam uma maior participação no processo decisório nacional, na verdade se pudessem apenas ocupariam o lugar dos militares no comando do país. Isso possibilitou ao regime militar com certa facilidade para radicalizar a ditadura ao lançar o Ato Institucional 5.
Em março de 1967, tomou posse o general Artur da Costa e Silva, apoiado pelos militares da chamada “linha-dura”. Durante seu mandato as posições políticas das Forças Armadas foram radicalizadas. Além disso, o presidente precisou lidar com a rearticulação da esquerda e dos movimentos populares de oposição à ditadura, assim, em 25 de junho de 1968 foi realizada a chamada “passeata dos 100 mil” , no mesmo ano, eclodiram duas grandes greves, em Osasco-SP e Contagem-MG.
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